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11/12/2015

"O Cinema de Teresa Garcia" na revista "Argumento - 04.2015



O número 148 da revista Argumento editada pelo Cineclube de Viseu dedica o seu suplemento Caderno a "O Cinema de Teresa Garcia" retomando intervenções de um painel de debate que acompanhou a projecção destes dois filmes [A Casa Esquecida e A Tempestade] em Outubro de 2014 na Universidade de Evora, com textos originais de José Manuel Martins, José Manuel Bernardo, Rute Sousa Matos, Luís Ferro e uma conversa entre Teresa Garcia e Pierre-Marie Goulet.

09/01/2013

L'univers poétique de Teresa Garcia, par Serge Meurant



La maison oubliée, Le chemin perdu et La tempête sont trois films de Teresa Garcia qui puisent aux mêmes sources de l'inconscient. Il s'agit, en chacun d'eux, de retrouver le souvenir d'une maison, d'une enfance, d'un lieu. Pouvons-nous réaliser ce que j'appellerais un retour vers l'avant par les ressources qu'offre le cinéma. Est-il possible de restituer ce mouvement qui nous mène à l'origine ensevelie de nos émotions ? La forme du conte y atteint qui permet la métamorphose du quotidien: ce réalisme magique procéderait par illuminations, intuitions de lumières , de paysages désertiques ou de rêveries liées à la fascination des eaux. Chaque film revêt la forme d'une errance, d'un cheminement et d'une mise à l'épreuve du réel en ce qu'il contient d'indicible. Qu'il s'agisse de deux vagabonds, d'un enfant égaré dans la forêt, d'une jeune mère, ces personnages offrent dans  la simplicité de leurs actions une force tranquille qui soudain se verra bouleversée par une rencontre, un désir, l'apparition de signes, sédiments d'une mémoire ancienne.

Chaque film traduit l'expérience de ceux-ci en symbiose étroite avec la nature.

Le montage la rend présente en chaque instant, la magnifie et donne au spectateur le sentiment d'une parfaite perméabilité entre les hommes et les paysages. La musique et la bande sonore y contribuent, permettent de mieux écouter le silence du monde.

Parfois le spectateur se prend à croire qu'il s'agit d'un rêve éveillé où le temps s'arrête, effectue sur lui même une sorte de boucle, au rythme des champs, des vagues, de la lumière. La magie du cinéma n'est-elle pas toute entière contenue dans cette capacité de réinventer le temps ou du moins de le faire apparaître aussi souverainement ?
 
Serge Meurant
22 juillet 2012

15/04/2007

O Caminho Perdido e A Casa Esquecida no cinema Le Méliès, em Pau, França

O Caminho Perdido e A Casa Esquecida são os filmes apresentados na "Projecção-encontro", que vai integrar o programa "Espaces de la Lusophonie" a decorrer no cinema Le Meliès em Pau (França) entre 24 de Abril e 9 de Maio, com a presença da realizadora Teresa Garcia e do actor Luis Rego. Segundo o responsável da programação, Jean-Jacques Ruttner, esta sessão tem como objectivo, dar a descobrir uma realizadora emergente e criar um encontro entre esta e o conhecido actor Luis Rego com o público.

"É uma autêntica revelação: em dois filmes curtos, Teresa Garcia impôs o seu universo poético e doce, a sua surpreendente capacidade de tecer parábolas formidávelmente límpidas que falam, com emoção, delicadeza e justeza, do ser humano, do seu caminho de vida.(...) Comoventes e profundos, estes dois filmes marcam a emergência de uma cineasta: o que não acontece todos os dias!"
Jean-Jacques Ruttner

13/03/2007

O Caminho Perdido por Manuel António Pina: "Há mais mundos?"

O risco maior do cepticismo, enquanto atitude intelectual e moral, é a vocação totalitária de todo o pensamento e toda a moral; se não nos mantivermos em estado de reserva mental em relação ao próprio cepticismo, quando dermos por isso somos prisioneiros e não indivíduos livres. Às vezes acontece- -me, como à Rainha de "Alice do outro lado do espelho", acreditar (eu, um céptico) em meia-dúzia de coisas impossíveis ainda antes do pequeno-almoço na liberdade, na beleza, na bondade. Ontem, em Serralves, passou "O caminho perdido", de Teresa Garcia, uma bela e inteligente curta-metragem onde um velho (ou um menino?) procura o caminho de casa e o encontra encontrando-se e desencontrando-se consigo mesmo. Não é o caminho de casa o que procuramos, perdidos também nós na secreta floresta do tempo e da memória? E, como no poema de Mark Alexander Boyd, não nos leva pela mão um cego guiado por uma criança? À saída de Serralves, mergulhando de novo da "Metropolis" quotidiana, sentia-me impossivelmente bem comigo e com o mundo. Talvez, quem sabe?, haja mais mundos. Num livro, numa obra musical, na obscuridade de uma sala de cinema, longe da gritaria comercial e mediática. Talvez até dentro de nós. Supondo (lá vens tu, cepticismo) que temos ainda "dentro".

Manuel António Pina
no Diário de Noticias, 12.03.2007

02/11/2004

A Casa Esquecida no Festival de Roma - Itália

A Casa Esquecida vai ser apresenta na 9ª edição do Roma Film Festival na secção Confronti: Focus Orizzonti Latini (México, Portugal, Itália)



"A viagem de dois vagabundos através de caminhos reais e simbólicos de ofuscante beleza num Portugal desconhecido, entre o esquecimento e o reaparecimento de lugares e memórias, fazendo eco com outros filmes (como em Bunuel de "A Via Láctea")"

Bruno Roberti, director do Festival,
colaborador da revista Filmcrítica
in catálogo e folheto do festival.